{"id":231,"date":"2001-05-30T13:48:03","date_gmt":"2001-05-30T13:48:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.filik.adv.br\/?page_id=231"},"modified":"2001-05-30T13:48:03","modified_gmt":"2001-05-30T13:48:03","slug":"deusa-da-justica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/deusa-da-justica\/","title":{"rendered":"DEUSAS da JUSTI\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>RESUMO: <\/strong>Este artigo objetiva dirimir a confus\u00e3o estabelecida em torno da figura da &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;, revisitando as origens mitol\u00f3gicas, filos\u00f3ficas e hist\u00f3ricas da quest\u00e3o <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#*\"><sup>( * )<\/sup><\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>1.INTR\u00d3ITO:<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> A balan\u00e7a na condi\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolo do Direito e da Justi\u00e7a \u00e9 um dos s\u00edmbolos profissionais universalmente conhecidos. Contudo, a representa\u00e7\u00e3o original n\u00e3o consiste na balan\u00e7a sozinha, e sim, na balan\u00e7a, em perfeito equil\u00edbrio, sustentada por m\u00e3os femininas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Nesse sentido, existe uma enorme confus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a quem \u00e9 a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;. Enquanto para a maioria das pessoas \u00e9 Themis (ou T\u00eamis, as duas formas de grafia est\u00e3o corretas), h\u00e1 os que acreditam que \u00e9 Dik\u00e9 e outros que \u00e9 Iustitia. H\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que desconhecem a controv\u00e9rsia, e os que nem tem vontade de saber quem \u00e9 a figura da mulher que representa a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> A confus\u00e3o \u00e9 tamanha e t\u00e3o estabelecida que os pr\u00f3prios materiais e fontes de pesquisa s\u00e3o equivocados e contradit\u00f3rios. \u00c9 imperioso mencionar que at\u00e9 sites de pesquisa na Web, de Escrit\u00f3rios de Advocacia e inclusive de Faculdades de Direito disponibilizam informa\u00e7\u00f5es err\u00f4neas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> \u00c9, pois o presente artigo jur\u00eddico no sentido de dirimir a instalada celeuma respondendo a c\u00e2ndida pergunta &#8220;quem \u00e9 afinal, a Deusa da Justi\u00e7a?&#8221;. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>2.DESENVOLVIMENTO.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>(THEMIS)<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Themis era filha de Urano (o c\u00e9u, o para\u00edso) e de Gaia (a Terra). Faz parte, portanto, do mundo pr\u00e9-ol\u00edmpico dos Tit\u00e3s, do qual ela, Leto e outras Tit\u00e2nides aparecem mais tarde entre os ol\u00edmpicos. Era uma divindade da segunda gera\u00e7\u00e3o, criada, juntamente com N\u00eamesis (a deusa da \u00e9tica) pelas moiras<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#1\"><sup>(1)<\/sup><\/a>. Seu nome significa &#8220;aquela que \u00e9 posta, colocada&#8221;, sendo considerada a personifica\u00e7\u00e3o da Ordem e do Direito divino, ratificados pelo Costume e pela Lei. T\u00eamis na mitologia grega \u00e9 a protetora dos oprimidos e significa lei, ordem e igualdade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> T\u00eamis<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#2\"><sup>(2)<\/sup><\/a> n\u00e3o representa a mat\u00e9ria em si, como sua m\u00e3e Gaia, por\u00e9m uma qualidade da terra, isto \u00e9, sua estabilidade, solidez e imobilidade. Ela era uma deusa que falava com os homens por meio dos or\u00e1culos. Logo, T\u00eamis \u00e9 a Deusa oracular da Terra, ela defende e fala em nome da Terra, do enraizamento da humanidade em uma conscisitente ordem natural. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Certos pensadores acreditam ser T\u00eamis uma abstra\u00e7\u00e3o das no\u00e7\u00f5es humanas de uma justi\u00e7a de uma cultura espec\u00edfica, possivelmente matrifocal. Sob o prisma de uma \u00f3tica arquet\u00edpica, sustentaria que T\u00eamis n\u00e3o \u00e9 o fruto da organiza\u00e7\u00e3o social, contudo o pressuposto para tanto. Sua exist\u00eancia psicol\u00f3gica precede e subjaz a compreens\u00e3o humana do que ela quer dizer ou ensinar. A vis\u00e3o arquet\u00edpica localizaria sua origem na natureza ps\u00edquica, no inconsciente coletivo, ao inv\u00e9s de a localizar na cultura e na consci\u00eancia coletiva. Destarte, seu papel n\u00e3o \u00e9 secund\u00e1rio, e sim principal. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> H\u00e1 que se ressaltar que um dos atributos de T\u00eamis \u00e9 sua estonteante beleza, al\u00e9m do poder de atra\u00e7\u00e3o de sua dignidade. Nessa esteira, T\u00eamis foi a segunda esposa de Zeus, depois de M\u00e9tis e antes de Hera. Suas filhas eram Eum\u00f4nia (a Disciplina), Dik\u00ea (a Justi\u00e7a), e Eirin\u00e9 (a Paz). Relevante mencionar que foi a pr\u00f3pria Themis quem fez da sua filha Dik\u00e9 a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#3\"><sup>(3)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Sua outra filha com Zeus era Astr\u00e9ia, Deusa virgem e protetora da humanidade e que simboliza a pureza e a inoc\u00eancia, pregando a sabedoria e ensinando aos homens atividades caseiras, como ca\u00e7ar, plantar, etc. Era tamb\u00e9m uma deusa da justi\u00e7a, todavia n\u00e3o existem relatos expl\u00edcitos e consistentes de sua icnografia, podendo se assemelhar a de Dik\u00e9. Reza a lenda que Astr\u00e9ia abandonou a Terra no t\u00e9rmino da Idade do Ouro com o fito de n\u00e3o ter que presenciar as afli\u00e7\u00f5es e sofrimentos da humanidade ao longo das idades do Bronze e do Ferro. No c\u00e9u, ela se transformou na constela\u00e7\u00e3o de Virgem, e a balan\u00e7a de T\u00eamis (que Astr\u00e9ia levava consigo), tornou-se a constela\u00e7\u00e3o de Libra. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Voltando as qualidades de T\u00eamis, ela era tamb\u00e9m a deusa da consci\u00eancia coletiva e da ordem social, da lei espiritual divina, paz, ajuste de diverg\u00eancias, justi\u00e7a divina, encontros sociais, juramentos, sabedoria, profecia, ordem, nascimentos, cortes e ju\u00edzes; tendo sido, al\u00e9m de tudo isso, a inventora das artes. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Ademais, salienta-se que Themis era a deusa grega guardi\u00e3 dos juramentos dos homens e da lei, sendo costumeiro invoc\u00e1-la nos julgamentos perante os magistrados, por esse fato, ela foi denominada de &#8220;Deusa do Juramento ou da Lei&#8221;. Por isso, foi em v\u00e1rias ocasi\u00f5es considerada como deusa da justi\u00e7a, t\u00edtulo atribu\u00eddo na realidade a Dik\u00e9 e a Iustitia. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Icnograficamente, Themis \u00e9 retratada empunhando uma balan\u00e7a, por meio da qual equilibra a raz\u00e3o com o julgamento, e\/ou uma cornuc\u00f3pia<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#4\"><sup>(4)<\/sup><\/a>; por\u00e9m nunca \u00e9 representada segurando uma espada. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Nessa dire\u00e7\u00e3o, o magistrado J\u00falio C\u00e9sar Ballerini Silva, em pertinente artigo de sua autoria chamado &#8220;Considera\u00e7\u00f5es a respeito do Conceito de Justi\u00e7a na Antiguidade Greco-Romana&#8221; reza que: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8220;(&#8230;) a Themis seria uma esp\u00e9cie de termo intermedi\u00e1rio entre a concep\u00e7\u00e3o divina de Justi\u00e7a (uma Justi\u00e7a ditada por Zeus) e a Dik\u00e9, de inspira\u00e7\u00e3o aberta ou zet\u00e9tica (ou melhor, menos dogm\u00e1tica) que se orientava no sentido de se preocupar com os interesses de seus destinat\u00e1rios. (sic)&#8221;<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#5\"><sup>(5)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Themis tem como outros s\u00edmbolos, <em>exempli gratia<\/em>: a l\u00e2mpada, a manjerona e &#8220;pudenda muliebria&#8221;; possuindo esses \u00faltimos dois uma rela\u00e7\u00e3o com \u00e0 fertilidade e \u00e0 sexualidade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>(DIK\u00c9)<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Consoante o abordado acima, Dik\u00e9 (tamb\u00e9m cognominada de Dice), era filha de Zeus com Themis, viveu junto aos homens na Idade do Ouro, e simbolizava a deusa grega dos julgamentos e da justi\u00e7a, vingadora das viola\u00e7\u00f5es da lei. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Equivale a deusa Iustitia da mitologia romana. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Icnograficamente, Dik\u00e9 aparece com a m\u00e3o direita sustentando uma espada (numa alus\u00e3o a for\u00e7a, elemento indispens\u00e1vel ao Direito) e com a m\u00e3o esquerda, por sua vez, sustentando uma balan\u00e7a de pratos (referindo-se \u00e0 igualdade como meta buscada pelo Direito), sem que o fiel esteja no meio, equilibrado. O fiel s\u00f3 vai para o meio depois da realiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, do ato tido por justo, pronunciando o Direito no instante de &#8220;ison&#8221; (equil\u00edbrio da balan\u00e7a). Percebe-se que, nesta concep\u00e7\u00e3o, para os gregos, o ideal de justo (Direito) era identificado com o de igual (Igualdade). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> \u00c9 de se mencionar que Dik\u00e9 \u00e9 representada com os olhos bem abertos, para valer-se no julgamento n\u00e3o s\u00f3 da audi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m da vis\u00e3o (a deusa romana Iustitia n\u00e3o aparece com os olhos abertos, mas sim, vendados) e descal\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Nesse diapas\u00e3o, Edson Alexandre da Silva no percuciente artigo de sua lavra intitulado de &#8220;Uma hist\u00f3ria, dos prim\u00f3rdios aos nossos dias, da Justi\u00e7a de Paz em quest\u00e3o&#8221; assevera que: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8220;O povo grego antigo simbolizava a justi\u00e7a, atrav\u00e9s da Deusa Dik\u00e9, filha de Zeus e de Themis, em cuja m\u00e3o direita estava a espada, segurando em sua m\u00e3o esquerda uma balan\u00e7a, possuindo os olhos bem abertos, dizia-se existir o justo quando os pratos estavam em equil\u00edbrio (<em>ison(6)<\/em>). Assim para os gregos o justo (o direito) significava o mesmo que igual (igualdade) (sic)<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#6\"><sup>(6)<\/sup><\/a>&#8220;. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Dik\u00e9 era tamb\u00e9m uma das Horas (horae) que constitu\u00edam um grupo de deusas gregas que presidiam \u00e0s esta\u00e7\u00f5es dos anos. Irene (paz), Dik\u00e9 (justi\u00e7a) e Eun\u00f4mia (disciplina) &#8211; filhas de Zeus e T\u00eamis &#8211; s\u00e3o as Horas mais velhas, estando &#8220;linkadas&#8221; a legisla\u00e7\u00e3o e ordem natural, sendo uma extens\u00e3o dos atributos de T\u00eamis. Eum\u00f4nia se encontra relacionada com a representa\u00e7\u00e3o da divindade da justi\u00e7a. T\u00eamis e Dik\u00e9 elucidam o lado \u00e9tico do instinto, a voz pequena e calma no \u00e2mago do impulso. J\u00e1 Dik\u00e9 para a humanidade \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de base institual que fica em elevada sintonia com o que denomina de instinto para reflex\u00e3o. Al\u00e9m delas, existem mais nove Horas, as quais s\u00e3o tidas como guardi\u00e3s da ordem natural (ciclos presentes na natureza, esta\u00e7\u00f5es, clima, vegeta\u00e7\u00e3o, etc). As nove Horas restantes s\u00e3o: Talo, Carpo, Auxo, Acme, Anatole, Disis, Dic\u00e9ia, Eup\u00f3ria e Gimn\u00e1sia <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#7\"><sup>(7)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> A hist\u00f3ria diz que ela foi exilada na constela\u00e7\u00e3o de Virgem. No entanto, ela foi trazida de volta \u00e0 Terra para corrigir as injusti\u00e7as dos homens que passaram a ocorrer. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Em suma, a diferen\u00e7a f\u00edsica entre Themis e Dik\u00e9 reside em que enquanto Dik\u00e9 segura a balan\u00e7a na m\u00e3o esquerda e a espada na direita, Themis \u00e9 representada apenas segurando uma balan\u00e7a ou segurando a balan\u00e7a e uma cornuc\u00f3pia. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Foram os artistas alem\u00e3es do s\u00e9culo XVI que inventaram a venda. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> A faixa cobrindo os olhos retratava a imparcialidade necess\u00e1ria a um julgamento justo e escorreito. Utilizando a venda, a deusa n\u00e3o v\u00ea distin\u00e7\u00e3o entre as partes litigantes, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes, intelectuais ou analfabetos. Suas decis\u00f5es, justas e prudentes, n\u00e3o eram baseadas na personalidade, nas qualidades ou no poder dos indiv\u00edduos envolvidos na contenda judicial, mas sim, no saber das leis. Atualmente, conservada a venda nos olhos, visa-se conferir \u00e0 est\u00e1tua de Dik\u00e9 a imagem de uma Justi\u00e7a que, cega, concede a cada um o que \u00e9 seu sem conhecer o litigante. Imparcial, n\u00e3o distingue ningu\u00e9m. Aplicando a todos o reto Direito. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>(IUSTITIA)<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Posteriormente, em Roma, a figura da mulher passou a ser a deusa Iustitia (ou Justitia), de olhos vendados, que, com as duas m\u00e3os, segurava uma balan\u00e7a, j\u00e1 com o fiel ao meio. Quer dizer, Iustitia era a deusa romana que personificava a justi\u00e7a. Equivalia, a deusa Dik\u00e9 na Gr\u00e9cia, diferindo dela por aparecer de olhos vendados, simbolizando a imparcialidade da justi\u00e7a e a igualdade dos direitos. Seus olhos s\u00e3o vendados (para ouvir bem) e segura uma balan\u00e7a com as m\u00e3os (ato bem firme). Distribu\u00eda, pois a justi\u00e7a por meio da balan\u00e7a que segurava com as duas m\u00e3os. Ela dizia (declarava) o direito (jus) quando o fiel (ling\u00fceta da balan\u00e7a indicadora de equil\u00edbrio) estava completamente na posi\u00e7\u00e3o vertical. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Icnograficamente, portanto, a deusa deve estar sempre de p\u00e9 durante a exposi\u00e7\u00e3o do Direito (jus), enquanto o fiel (ling\u00fceta da balan\u00e7a indicadora de equil\u00edbrio) deve ficar no meio, totalmente na vertical, direito (directum). Os romanos objetivavam, destarte, alcan\u00e7ar a prud\u00eancia, que para eles significava o equil\u00edbrio entre o abstrato (o ideal) e o concreto (a pr\u00e1tica)<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#8\"><sup>(8)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Com efeito Edson Alexandre da Silva disp\u00f5e no aludido artigo que: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8220;O povo romano da antiguidade, simbolizava a justi\u00e7a atrav\u00e9s da Deusa Iustitia, a qual distribu\u00eda a Justi\u00e7a por meio da balan\u00e7a (com dois pratos e o fiel no meio), que ela segurava com as duas m\u00e3os. Ficava de p\u00e9 e tinha os olhos vendados e dizia o direito (jus), quando o fiel estava completamente vertical, direito (<em>directum(7)<\/em>). Os romanos vislumbravam a prudentia, qual seja o equil\u00edbrio entre o abstrato e o concreto&#8221; (sic)<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#9\"><sup>(9)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> N\u00e3o se pode olvidar que as representa\u00e7\u00f5es grega e romana divergem igualmente no que tange a atitude concernente \u00e0 espada. Enquanto Dik\u00e9 empunha uma espada, simbolizando a imposi\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a pela for\u00e7a (iudicare), Iustitia adota o jus-dicere, conduta na qual a espada fica em posi\u00e7\u00e3o de descanso, podendo, quando preciso, ser utilizada (vers\u00e3o mais usual). Assim, Iustitia pode ser representada ou segurando a balan\u00e7a com as duas m\u00e3os firmemente ou segurando numa m\u00e3o uma balan\u00e7a e na outra m\u00e3o uma espada para baixo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Isso pode ser comprovado nas palavras de Edson Alexandre da Silva: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8220;No que tange ao uso da espada, as Deusas Grega e Romana distinguiam-se; enquanto os gregos aliavam o conhecer o direito \u00e0 for\u00e7a, o iudicare, os romanos importavam no jus-dicere, atitude firme em que o jurista segurava a balan\u00e7a com as duas m\u00e3os, sem espada; sendo o iudex (juiz &#8211; romano) um particular, nos prim\u00f3rdios n\u00e3o necessariamente versado em direito&#8221;<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#10\"><sup>(10)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Alfim, conv\u00e9m citar que na seara das crendices populares, \u00e9 comum as pessoas acenderem um incenso de lavanda para ter a justi\u00e7a sempre a seu favor todo dia 08 de janeiro, que \u00e9 a data na qual se comemora o &#8220;Dia de Iustitia&#8221;. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>2.1.S\u00cdNTESE.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Visando dirimir quaisquer d\u00favidas que por ventura ainda persistam e uma melhor compreens\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o do assunto em tela por parte do Ilustrado Leitor, consent\u00e2neo apresentar as ilustra\u00e7\u00f5es icnogr\u00e1ficas representativas das deusas, objeto desse artigo jur\u00eddico, e suas respectivas legendas explicativas, em suma:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>3.CONCLUS\u00c3O.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Themis, em rela\u00e7\u00e3o ao assunto em pauta, \u00e9 apenas a m\u00e3e de Dik\u00e9. Tanto isso \u00e9 verdade que Themis nunca carrega uma espada, a qual simboliza o poder coercitivo do Direito que \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do mesmo. Themis sempre segura ou t\u00e3o-somente uma balan\u00e7a ou uma balan\u00e7a e uma cornuc\u00f3pia. Por isso, como pode Themis ser a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221; se jamais tem uma espada (leia-se for\u00e7a, &#8220;poder de pol\u00edcia&#8221;) para aplicar o Direito? <a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#11\"><sup>(11)<\/sup><\/a> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Assim, enquanto Dik\u00e9 \u00e9 a Deusa Grega da Justi\u00e7a, Iustitia \u00e9 a Deusa Romana da Justi\u00e7a, podendo ambas ser facilmente distinguidas pela aus\u00eancia ou presen\u00e7a da venda nos olhos e posi\u00e7\u00e3o da espada, &#8220;iudicare&#8221; e &#8220;jus-dicere&#8221;, respectivamente. Apesar das duas representarem a mesma coisa &#8211; &#8220;A Deusa da Justi\u00e7a&#8221;, o significado de ambas diverge tendo em vista o modo como entendem e aplicam o Direito, conforme se depreende de suas vestimentas e apetrechos (v.g.: venda ou falta dela, posi\u00e7\u00e3o da espada, ling\u00fceta e posi\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a, etc.) <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Faz-se mister ressaltar que existem estatuetas e quadros de pinturas da &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;, inclusive em alguns Escrit\u00f3rios de Advocacia e at\u00e9 F\u00f3runs e Tribunais de Justi\u00e7a, m\u00e1xime em Sal\u00f5es dos Tribunais do J\u00fari, retratando a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221; empunhando para frente acima de sua cabe\u00e7a uma espada com os olhos vendados. Diante disso, quero chamar a aten\u00e7\u00e3o do nobre Leitor para a constata\u00e7\u00e3o de que isso se constitui num erro crasso, pois ou a &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221; se encontra desvendada com a espada em riste ou vendada com a espada para baixo em aguardo, jamais podendo ser representada empunhando para cima (permitam-me a redund\u00e2ncia) uma espada com os olhos vendados. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Ex positis, a figura da &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221; de uso comum e corrente nas sociedades nos dias de hoje \u00e9 a da deusa romana da justi\u00e7a &#8220;Iustitia&#8221;, pois \u00e9 a que est\u00e1 usando venda (imparcialidade), balan\u00e7a (equil\u00edbrio nos julgamentos e decis\u00f5es) e espada (poder coercitivo necess\u00e1rio \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do Direito). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> Ao fim e ao cabo, termino, pois essas perfunct\u00f3rias e mal tra\u00e7adas linhas, com o c\u00e9lebre ensinamento do em\u00e9rito Rudolf Von Ihering, o qual em seu mundialmente famoso op\u00fasculo intitulado &#8220;A Luta pelo Direito&#8221; (considerado como a &#8220;B\u00edblia da humanidade civilizada&#8221;, por La Veleye) aduz que: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> &#8220;A espada sem a balan\u00e7a \u00e9 a for\u00e7a bruta, a balan\u00e7a sem a espada \u00e9 do direito impotente; completam-se mutuamente; e na realidade, o verdadeiro estado de direito s\u00f3 pode reinar quando a for\u00e7a despendida pela justi\u00e7a para empunhar a espada corresponda \u00e0 habilidade que emprega em manejar a balan\u00e7a&#8221;<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/jornal.jurid.com.br\/#12\"><sup>(12)<\/sup><\/a>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>BIBLIOGRAFIA.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\">Artigo de Francisco Carlos T\u00e1vora de Albuquerque Caixeta, Advogado no Estado do Par\u00e1 (PA).Dispon\u00edvel em www.jornal.jurid.com.br\/materias\/noticias\/as-deusas-justica [Capturado em 11\/06\/2012 ]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> GRIMAL, Pierre. Justi\u00e7a, in Dicion\u00e1rio da Mitologia Grega e Romana; 3. ed.; Alg\u00e9s; Difel; Maio de 1999. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> IHERING, Rudolf Von. <em>A Luta pelo Direito<\/em>. 19. ed. Editora Forense: Rio de Janeiro, 2000. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> SILVA, Edson Alexandre da. <em>Uma hist\u00f3ria, dos prim\u00f3rdios aos nossos dias, da justi\u00e7a de paz em quest\u00e3o<\/em>. Dispon\u00edvel em: www.jusnavigandi.com.br [capturado em 01 de dezembro de 2007]. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> SILVA, J\u00falio C\u00e9sar Ballerini. &#8220;<em>Considera\u00e7\u00f5es a respeito do conceito de justi\u00e7a na antiguidade greco-romana&#8221;<\/em> <em>in<\/em> Revista Jur\u00eddica da PUC &#8211; Campinas\/SP, v. 17, n\u00ba. 1, 200.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\">Notas: <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> * Francisco Carlos T\u00e1vora de Albuquerque Caixeta, Advogado no Estado do Par\u00e1 (PA). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>1 &#8211;<\/strong> Moiras (ciclos vitais da vida, nascer, crescer, etc). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>2 &#8211;<\/strong> Uso Themis ou T\u00eamis alternadamente para mostrar que as duas formas de grafia est\u00e3o corretas e representam uma mesma e \u00fanica deusa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>3 &#8211;<\/strong> Fonte: www.wikipedia.com.br<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>4 &#8211;<\/strong> Cornuc\u00f3pia (do latim cornu copiae ou corno da abund\u00e2ncia, de cornu ou chifre e copiae ou abund\u00e2ncia, muitos recursos, posses). Na mitologia, cornuc\u00f3pia era um vaso no formato de chifre, com frutas e flores que dele sa\u00edam em abund\u00e2ncia e expressa um antigo s\u00edmbolo da fertilidade e riqueza. Miticamente relacionado a inf\u00e2ncia de J\u00fapiter, o chifre da cabra. (Fonte: www.wikipedia.com.br). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>5 &#8211;<\/strong> J\u00falio C\u00e9sar Ballerini Silva. Revista Jur\u00eddica da PUC- Campinas\/SP, p. 5-13. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>6 &#8211;<\/strong> Edson Alexandre da Silva. Uma hist\u00f3ria, dos prim\u00f3rdios aos nossos dias, da justi\u00e7a de paz em quest\u00e3o, p. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>7 &#8211;<\/strong> Fonte: www.wikipedia.com.br<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>8 &#8211;<\/strong> Fonte: www.wikipedia.com.br<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>9 &#8211;<\/strong> Op.cit., mesma p\u00e1gina. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>10 &#8211;<\/strong> Op.cit., mesma p\u00e1gina. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>11 &#8211;<\/strong> Como j\u00e1 visto, Iustitia adota o jus-dicere, comportamento no qual a espada est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o de descanso, podendo, quando necess\u00e1rio, vir a ser usada. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><span style=\"color: #000000;\"> <strong>12 &#8211;<\/strong> Rudolf Von Ihering. A Luta pelo Direito , p. 1.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESUMO: Este artigo objetiva dirimir a confus\u00e3o estabelecida em torno da figura da &#8220;Deusa da Justi\u00e7a&#8221;, revisitando as origens mitol\u00f3gicas, filos\u00f3ficas e hist\u00f3ricas da quest\u00e3o ( * ). 1.INTR\u00d3ITO: A balan\u00e7a na condi\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolo do Direito e da Justi\u00e7a \u00e9 um dos s\u00edmbolos profissionais universalmente conhecidos. Contudo, a representa\u00e7\u00e3o original n\u00e3o consiste na balan\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"class_list":["post-231","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/filik.adv.br\/filik\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}